quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Equilíbrio


Gostava de partilhar este pequeno apontamento que dá que pensar:

Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio de asas.

- Como quereis o equilíbrio?
(David Mourão Ferreira)

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Horoscómico

Houve uma grande alteração no metro. Não, não estou a falar de novas escadas rolantes. Nem sequer do desaparecimento da frase de Cesário Verde da estação da Cidade Universitária. A mudança ocorreu no espaço dedicado ao horóscopo num dos jornais que esperam por quem anda de transportes todas as manhãs.
Onde antigamente se liam previsões algo sérias, hoje podem ver-se avisos quase hilariantes de tão non sense que são… Tenho uma teoria. Quem acredita nos signos e na astrologia, ao ler a previsão matinal, acabava por ficar com o comportamento condicionado durante o resto do dia (quem já viu o seu signo posicionado no último lugar da tabela da Maya, antes de sair de casa, conhece bem a sensação de “é melhor evitar as escadas e os espelhos” ou “deixa cá levar a pata de coelho”). Pois assim, com este novo conceito, a pessoa lê o seu signo e começa a manhã com uma gargalhada (ou não) acompanhada de algum espanto, dada a tamanha imaginação de quem os escreve.
Aqui fica um exemplo para cada signo, são algo desconcertantes e foram seleccionados entre vários:
Para o signo Balança, num destes dias, podia ler-se: ”Abasteça-se de alka seltzer hoje. Não posso dizer mais nada.” (Ora porquê sugerir este anti-ácido? Porque não um Kompensan® ou até mesmo um Leite de Magnésia Phillips®?)
Mensagem para os nativos de Escorpião: “Vai andar todo o dia com uma melodia na cabeça. Seja generoso, partilhe-a com os seus colegas. Se não agradecerem, pelo menos sofreram todos juntos. «Eu tenho dois amores, trálálá…»”
Para os Sagitários, o dia de amanhã parecia negro: “Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida. Infelizmente, amanhã é o último.” (Não sei se este teve graça para quem o leu…)
Capricórnio: “Hoje vai descobrir que não tem amigos verdadeiros. Ou pelo menos, que os seus amigos não têm sombra.” (Ainda bem que foram os meus amigos, com sombra, que me leram o horóscopo neste dia!)
Aquário: “Um óptimo para comprar uma serra eléctrica. Depois, telefone ao seu pior inimigo e diga-lhe: Cuidado… agora tenho uma serra eléctrica.”
Para Peixes: “Hoje vai descobrir um cabelo a crescer num sítio estranho. Não se preocupe, a não ser que o sítio estranho seja o olho.”
Carneiro: “Terá uma boa noite de sono, repousante e sonhadora. Tirando, é claro, os aliens à sua cabeceira, preparados para realizarem experiências horríveis com os seus rins.”
Touro: “Um óptimo dia para pintar todos os objectos da sua casa de cor de laranja. Quando a sua família reclamar, aja como se eles tivessem alguma doença rara dos olhos.”
Os Gémeos levaram o seguinte conselho: “Óptimo dia para correr de um lado para o outro a gritar: o céu está a cair! Tenha alguns bocados de vidro partido à mão se alguém se mostrar interessado.”
Caranguejo: “Hoje é dia de arrumar a papelada. Organize-a em várias pilhas, por assunto e data, ligue a ventoinha e saia para um bom almoço.”
As mulheres Leão estavam com sorte: “Hoje vai encontrar um bilhete de lotaria premiado no chão numa sala apinhada. Infelizmente, hoje foi o dia em que escolheu usar a sua saia mais curta e nenhuma roupa interior.”
O signo Virgem não fica a rir-se dos restantes signos: “Hoje vai ver uma brecha no passeio. Lá dentro estará uma pastilha. Não coma a pastilha.”

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Dark Pink

Esta reflexão surgiu quando, ao olhar o céu cinzento prestes a transbordar, reparei numa paleta de cores que se destacava. O arco-íris e o facto de ser o meu último dia na faculdade fizeram com que recusasse 5 anos no tempo.
Quando entrei para o curso vestia-me sempre de preto. Pintava as unhas e os olhos… de preto. Naquela altura, não muito agradável, queria que o resto do mundo percebesse o que ia dentro de mim mal me olhasse. Era uma espécie de refúgio. Apesar do motivo não ser feliz, era assim que me sentia bem. Tinha a certeza que quem nascesse cinzento não podia ambicionar ter as cores do arco-íris. Quanto muito poderia aspirar a ter uma escala de diferentes cinzas. Com muita sorte ser antracite.
Mas aos poucos o preto desapareceu quase por completo do armário. A luz ao incidir na água faz com inúmeras cores sejam reflectidas. Ao céu escuro carregado de chuva juntou-se a luz para trazer o arco-íris. Afinal a vida pode ter todas as cores que quisermos.
Há dias em que tenho muitas saudades de usar preto e voltar atrás no tempo. Por dentro continuo dark… só que agora é dark pink.

Why single tear?

Dada a polémica instalada aquando da escolha do nome para o meu blog, gostaria de o justificar desde o inicio. O meu nickname de sempre é TearDrop, cuja definição é “a single tear”. Posto isto, poderiam existir duas interpretações: uma única lágrima (ou uma lágrima só) ou uma lágrima solteira. Como a última hipótese nem sequer soa bem e não faz grande sentido…

domingo, 24 de setembro de 2006

Farmacêutica, e agora?

Após cinco extenuantes anos, algum desespero, stress e milhares de neurónios irremediavelmente perdidos, chega o momento de iniciar o estágio. A primeira sensação é quase de pânico. Dada a grande variedade de cadeiras e assuntos (mais concretamente 63) era suposto estar preparada.
Sei fazer as coisas mais mirabolantes e que, na verdade, foram o que me levou a escolher este curso e a encará-lo sempre com grande motivação.
Começámos por decorar a marcha geral de análise de elementos químicos. Passámos por todas as técnicas de laboratório: extracções, decantações, filtrações, destilações. Sintetizámos moléculas, purificámo-las e identificámo-las por diferentes métodos. Vimos tudo quanto seria de imaginar ao microscópio: células e tecidos animais e vegetais, cromatina e mitoses, células sanguíneas, parasitas intestinais, uma infinidade de bactérias, fungos e vírus. Analisámos água e alimentos. Preparámos e formulámos cápsulas, comprimidos, xaropes, cremes, pomadas, batons e até supositórios. Fermentámos leveduras para produzir proteínas. Extraímos DNA de células. Soubemos de cor as equações de Arrhenius e Michaelis-Menten. Deduzimos fórmulas matemáticas em diversas ocasiões. Dissertámos sobre artigos e desenvolvemos a nossa própria investigação. Entre muitas outras coisas, muitas delas mais aplicáveis àquilo que vamos praticar no dia a dia.
A questão é: apesar de ser impossível condensar tudo aquilo que aprendemos, seria bom poder utilizar estas ferramentas de um modo útil e válido.
Conclusão: muitos solventes orgânicos tóxicos, exames de escolha a mais verdadeira e arroz de pato às quintas-feiras depois, estamos prontos para o mercado de trabalho…

sábado, 23 de setembro de 2006

Welcome

Bem vindos ao meu blog!