Este vídeo foi extremamente difícil de encontrar, é o vídeo alternativo que eles fizeram para a Wicked Game e ao qual acho bastante graça. Finalmente aqui no blog, só para anunciar que os HIM vão ter um novo CD em 2010 - Screamworks: Love In Theory And Practice.
"Contrariando todas as previsões, que davam o favoritismo a Robert Pattison, Johnny Depp arrebatou o título de Homem mais Sexy do Mundo 2009, na tradicional eleição da revista norte-americana People"
Que me desculpem todos os fãs do Pattison e da saga dos vampiros, mas o Johnny Depp é um daqueles homens que não precisa fazer nada para ser diferente, para ser reparado, para ser admirado. Tem carisma, tem aquela "coisa-especial-que-não-sabemos-o-que-é". Ou isso ou eu agora só acho graça a homens com mais de 30...
Eu própria, antes de ser um ser pensante e consciente de alguns perigos, cheguei a comer os famosos "míscaros". Supostamente inofensivos e que certos familiares nossos garantem saber distinguir e fazem uma série de truques antes de os cozinhar para se certificarem que não apanharam nenhum de espécie venenosa (nomeadamente Amanita phalloides). Pois que aquilo é um petisco engraçado, cheguei a comer com ovos mexidos e sabia bem. Mas o risco que se corre é muito elevado e é por isso que estou a escrever este post.
Bem sei que quando chega a nossa hora, vamos e pronto. Mas se pudermos evitar fazer algumas loucuras talvez fosse prudente. Por achar arrepiantes os números de envenenamento por cogumelos do último mês, deixo aqui o alerta... Não andem pelo bosque a apanhar cogumelos!
Já comprei prendas de Natal, nomeadamente, as da minha querida mana! E também já comprei a árvore de Natal e respectivas decorações. Quando estiver feita partilho! Como digo sempre, de que nos serve o dinheiro senão para tentarmos ser um bocadinho mais felizes (fazendo os outros mais felizes também) enquanto por cá andamos?
Estou mesmo muito cansada e só comecei o mestrado há 3 semanas. Isto de ser trabalhadora estudante é bastante duro. Mas continuo bastante entusiasmada com as aulas. Há momentos em que gostava que o mundo fosse mais justo. Só isso bastava para que este cansaço fosse apaziguado. Um gesto compreensivo e que reconheça que estudar quando se trabalha é uma mais valia que damos indirectamente a quem nos vai empregar, que é um abdicar de uma série de coisas pessoais para estar nas aulas e fazer trabalhos de grupo.
Valeu a pena ficar 2h e meia ao frio. Valeu a pena ir a correr para apanhar um lugar que desse para ver e ouvir bem os DM. Valeu a pena ter comprado os bilhetes dois dias depois de terem sido postos à venda. Valeu a pena esperar entre dois concertos cancelados. Valeu a pena levar as lentes de contacto em vez dos óculos. Até valeu a pena ter que levar com 3 grandes ordinaronas nos bancos atrás de mim. Valeu tudo a pena. Só tive pena de não ter levado uma máquina fotográfica, do sítio onde estava teria feito vídeos e fotos espectaculares.
Os Depeche Mode não me desiludiram e foi sem dúvida uma noite mágica. Indiscritível a sensação de ver o Pavilhão Atlântico inteiro a abanar os braços em Never let me down again e impressionante não conseguirmos ouvir o Dave na It's no good, tal a intensidade com que a plateia cantou.
Foi definitivamente o concerto da minha vida, até porque duvido que eles regressem. À 4ª foi de vez e foi magnífico.
Walking in my shoes - Um dos melhores momentos de ontem.
Hoje já é quinta-feira. Os dias assim ocupados fazem com o que o tempo passe ainda mais depressa. Estar nas aulas é um momento que não consigo descrever por palavras. É um momento meu, que dedico a mim e a fazer algo que gosto muito, que me realiza. Aprender é algo maravilhoso. Ter essa oportunidade é ainda mais fantástico.
Estamos a dois dias do meu ansiado concerto. Espero que desta seja mesmo de vez, acho que bem mereço.
Depois de 10 anos a usar óculos. Depois de já ter usado 3 óculos diferentes (uma média de uns óculos por cada 3,333 anos não é mau), eis que pensei em testar o uso de lentes de contacto só para usar esporadicamente.
Lampeira, lá fiz o primeiro teste de 1h em que é a optometrista quem põe e tira as lentes. Correu bem a colocar, a tirar a segunda lente demorou eternidades. Seguiu-se o teste de uma semana. Fui buscar os 7 pares de lentes e o primeiro par foi colocado por mim depois de uma odisseia de tentativas e muitas lágrimas. Ficou provado que os meus olhos não sofrem de falta de lubrificação, bem pelo contrário. Decidi então ficar com as lentes para depois as retirar quando chegasse a casa, porque supostamente ela ensinou como se retiravam. A verdade é que quando as quis ir retirar não conseguia. Após ajuda do meu futuro isposo, que já usou lentes de contacto, continuei com elas colocadas e com os olhos cada vez mais irritados. Até que ele se lembrou de uma técnica de retirar as lentes com a cara para baixo e foi assim que consegui pescar as duas lentes depois de uma luta titânica. Depois desse dia e por ter o condicionamento de não poder exceder as 9h/dia com as lentes, não voltei a colocá-las...
Amanhã tenciono voltar a pôr, afinal tenho que as testar para obter o veredicto final. Já andei a pesquisar técnicas para ajudar a colocar e tirar as lentes.
É tão estranho ver bem a minha cara sem os óculos passados tantos anos... é tão estranho ver sem perder a visão lateral que se perde com os óculos. Mas sabe tão bem! Espero no sábado poder usá-las.
A primeira semana de mestrado correu bem. Tinha muitas saudades de todo aquele ambiente de faculdade. É estranho voltar ao mesmo sítio sem as mesmas pessoas, mas foi o sítio que escolhi e vou ter que me adaptar. Ok, os professores são quase todos os mesmos, tenho a vantagem de já não ter o factor surpresa.
Durante o dia sinto-me cansada, cheia de sono, chateada... Mas quando chego à aula e me sento (sempre atrasada até agora, coisa que me irrita mas que não depende de mim) fico com um ânimo que não sei bem de onde vem e aproveito aqueles momentos. Para além de ter que justificar o dinheiro que estou a pagar obviamente, as aulas fazem-me sentir bem e realizada.
Os trabalhos já são mais que muitos e para esses não sei mesmo onde vou arranjar tempo, mas tudo se faz!
O dia hoje amanheceu cinzento e eu também. Decidi ir ver se faltavam vender muitos bilhetes para o concerto dos Depeche Mode, já daqui por 15 dias. Já só faltam cerca de 600, por isso não se podem queixar de falta de vender bilhetes para cancelar novamente! Quem ainda não comprou é melhor meter-se ao caminho... Eu já tenho a indumentária preparada, estou ansiosa e "waiting for the night to fall"...
No final do meu 9º ano muitos de nós fizeram um caderno de dedicatórias. Guardo-o com bastante carinho porque tem mensagens que gosto de reler em determinadas alturas da minha vida. O C. escreveu "Espero ver-te um dia num hospital a tratar de mim". O C. tinha sempre muitas dores no braço mas os médicos há 12 anos atrás não conseguiam descobrir o que era. O C. tinha cancro. Mas quando se descobriu era demasiado tarde e estava metastizado. Fez muitos tratamentos. Ficou sem o braço esquerdo. Lembro-me bem da última vez que o vi. O C. morreu com 17 anos (era um ano mais velho do que eu) e foi o único funeral a que fui até aos dias de hoje. O C. foi uma lição de vida para todos aqueles que o conheciam. Fizeram-se graffitis em sua homenagem. Um miúdo cheio de vida, com uma dose de rebeldia, mas de bom coração. Ninguém merece morrer com 17 anos. Foi a única experiência próxima de cancro que tive, mas que desde logo me deixou com outra sensibilidade e interesse pela área da oncologia. Depois, a minha irmã optou por uma profissão que se dedica exclusivamente a tratar doentes oncológicos (como já disse aqui no blog). Todos os dias me conta histórias dessas pessoas. A revolta, a alegria da vitória, a falta de apoio, o carinho que sentem pelos técnicos que as acompanham todos os dias, o reconhecimento e agradecimento, muitas vezes a cura, outras tantas a morte. Onde é que eu quero chegar depois de depositar histórias tão íntimas como a do C.? Quando alguém de uma associação relacionada com cancro me aborda eu dou sempre alguma coisa. Felizmente posso ajudar. Se posso dar-me a alguns luxos como comprar sapatos de que gosto e ir a restaurantes caros, também me parece que possa contribuir para causas que me tocam. Ontem fez-me confusão quando, indo acompanhada de mais farmacêuticas, nos abordaram e eu fiz questão de contribuir. As colegas não só não deram um euro que fosse como ainda criticaram a atitude das pessoas que nos abordaram. Eu reservei-me ao silêncio. Não tinha nada a dizer. A instituição tinha como fim ajudar mulheres que tiveram que passar por mastectomias e precisam de próteses. Sei por fonte segura que as mastectomias muitas vezes ficam com aspectos terríveis. As pessoas que passam por estas situações e que depois formam associações não são nenhumas coitadinhas, estão apenas a tentar ajudar outras pessoas que estão a passar pela mesma situação. Não é por dar 5 € de vez em quando que fico mais pobre, muito pelo contrário, fico bastante mais rica porque sei que estou a ajudar a tornar a vida de alguém que sofre um pouco menos penosa.
A comemoração dos nossos 8 anos de namoro vai ser feita num restaurante surpresa (para ele). Espero que seja inesquecível (por bons motivos, obviamente). Farei o relato depois do evento. Só posso dizer que mete sushi e uma mezzanine... "teardrop on the fire of a confession..."
Vou a Portimão ver as Superbikes, acompanhando esse grande querido que é o meu futuro marido (ou o que lhe queiram chamar). Vou ficar no MadeInn, num quarto temático, que à falta de férias se chama "praia". Foi o mais parecido com praia que se conseguiu arranjar quase em Novembro. E o melhor de tudo: como a hora vai mudar de sábado para domingo ainda ganhamos uma hora extra!
Chego a casa e pergunto sempre se há correspondência para mim. Já estou farta das cartas da OF e já nem sequer as abro. Mas tudo o resto interessa (as contas nem por isso, mas também ou é a net ou são as cotas... da OF). Hoje não perguntei nada, vinha toda lampeira e contente com os meus brindes da Expofarma. Eis senão quando a minha mãe descobre em cima da minha mesa um aviso para levantar correio registado - "É para ti". Tremo. Correio registado?? Tu queres ver que o Estado me inventou uma dívida? Ai o raio.... Já não me bastava ter ido às compras e não ter encontrado nada que gostasse, ainda tenho uma chatice à espera. Valham-me os brindes da Expofarma (pelo menos tem lenços de papel, dá para enxugar possíveis lágrimas).
Mas não, era proveniente da Reitoria da Universidade de Lisboa. É o meu diploma. Dois anos e meio depois chegou finalmente o reconhecimento formal de 23 anos de vida (quase mais três actualmente).
Na foto: Ville Valo esfuziante de alegria como eu... (Agora bebia uma caipirinha para comemorar!)
Cá vou eu para o trabalho, normalmente de fato e de saltos altos. Tenho saudades das minhas botas de biqueira de aço, assim não precisava de me preocupar em desviar-me das poças de água. Nestes últimos dias faz frio que se farta pela manhã. E tem chovido também. Mas incrivelmente as raparigas com menos 10 anos do que eu vão sem chapéu, sem casaco e sem mochila. Eu que andei de mochila até entrar na faculdade. Começo a questionar-me se estas adolescentes nasceram com uma camada adiposa castannha que não desapareceu após passarem do estado de recém-nascidas e que as protege de tal modo que podem andar de barriguinha à mostra e de cavas mesmo quando chove e faz frio, poderá ser uma tese interessante se alguém se quiser dedicar a tal assunto. Pergunto-me também se agora os estudantes já não têm tpc's e se já não existem faltas de material. É que na minha altura todos os dias tinhamos coisas que fazer, mais que não fosse trazer os livros para estudar para os testes e eu posso jurar que vejo algumas criaturas que nunca andam com livros/cadernos/dossiers, ou seja o que for, atrás. E nesta divagação, lembrei-me do meu professor de Filosofia do 11º ano. Ao contrário da maioria das pessoas, eu gostava de Filosofia (e de Genética e do Prof. João Pinto na faculdade), devo ter nascido com algum problema de formatação, mas a minha camada adiposa (a castanha... e a branca) há muito que desapareceu. Voltando à Filosofia, tinhamos sempre imensos trabalhos de casa e invariavelmente ninguém os fazia ou não os fazia com interesse. Eu que gostava da coisa esmerava-me por fazer aquilo. E assim, comecei a ser a aluna preferida e a responder todos os dias aos tpc's. E como já sabia que no dia seguinte ele me ia perguntar a mim, tentava sempre que ficasse tudo perfeito. Assim, safei-me de levar com os bocados de giz e o apagador que o professor costumava arremessar. Hoje em dia, parece-me que a escola é apenas uma antecipação daquilo a que eu chamo o "desfile das vaidades". Hoje em dia tenho esses acontecimentos e tento estar à altura das ocasiões, mas durante o tempo de escola se chovia ia de botifarras e casaco largo. E tentava esconder a mochila debaixo do chapéu para não molhar os livros. Agora nem livros nem chapéu... E nem giz atirado a quem não se digna a fazer as coisas que lhe competem. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades... Infelizmente para pior.