sábado, 27 de agosto de 2011

Em dia de casamento, relembro uma das facadas...


Cartas de amor perfumadas. Escritas em papel texturado. A letra de uma música pirossérrima. Mais do que uma. No correio da escola do dia dos Namorados. Nunca o foi. Nunca poderia ter sido. Um amor, o primeiro, que me fez crescer enormemente como pessoa. Sentir uma imensidão de coisas. Sofrer como se fosse o único amor que iria ter na vida. Desarmar-me com um sorriso. Tudo aquilo que tomamos como muito verdadeiro quando somos adolescentes e nada sabemos da vida. Uma paixão que perdurou no tempo.
5 anos. Idas de comboio apenas para poder fazer aquele longo caminho sozinha com ele. Silêncios, olhares, nada mais. Uma traição, sem o ser, descoberta já depois de o amor se ter evaporado. "Eu gostei dele. Ele disse-me que tinha gostado de mim como nunca gostou de ti"... Uma facada da pessoa em quem eu pensava que podia confiar cegamente. Ela podia tê-lo tido, se quisesse, eu não - foi o resumo da conversa. Lágrimas que caíram. Final do secundário, a minha vida já tinha seguido um rumo completamente diferente.

Fotografia: Julianne Moore

2 comentários:

Borboleta disse...

Às vezes é preciso certas coisas para nos abrirmos os olhos. São coisas que fazem parte da vida e não podemos desistir, nunca. Como eu costumo dizer ao meu namorado, hoje eu amo-te, mas nós não sabemos o amanhã por isso é melhor viver um dia de cada vez.

*Lili* disse...

Realmente há promessas que não duram para sempre. Tenho pena, porque realmente atiramo-nos de cabeça para um objectivo que pensamos conquistado e no final somos as pessoas que mais saimos magoadas no meio disto tudo. Mas as esperança é a última a morrer por isso nunca pensamos em desistir. É dificil? É! Mas com o tempo a dor suaviza e o coração torna-se mais forte.


Beijinhos*

http://realdreams-liliana.blogspot.com/