quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Às vezes tenho vergonha de ser farmacêutica

Quando entro numa farmácia (que na verdade se devia chamar SUPERMERCADO) para medir a tensão arterial do meu pai e me respondem que não medem. Resmunguei e só não pedi o livro de reclamações porque estava demasiado preocupada. Farmácias assim não precisamos, muito obrigada!

O exercício da actividade farmacêutica tem como objectivo essencial a pessoa do doente. (Artigo 1º, Capítulo I do Código Deontológico da OF)

O farmacêutico é um agente de saúde cumprindo-lhe executar todas as tarefas que ao medicamento concernem, todas as que respeitam às análises clínicas ou análises de outra natureza de idêntico modo susceptíveis de contribuir para a salvaguarda da saúde pública e todas as acções de educação dirigidas à comunidade no âmbito da promoção da saúde.
(Artigo 5º, Capítulo II do Código Deontológico da OF)

1. A primeira e principal responsabilidade do farmacêutico é para com a saúde e o bem-estar do doente e da pessoa humana em geral, devendo pôr o bem dos indivíduos à frente dos seus interesses pessoais ou comerciais e promover o direito das pessoas a terem acesso a um tratamento com qualidade, eficácia e segurança.
(Artigo 6º, Capítulo II do Código Deontológico da OF)

As farmácia têm mesmo tudo, até medicamentos... Mas têm cada vez menos aquilo que é preciso. E não me apetece fazer mais comentários, o Código Deontológico fala por si.

2 comentários:

Mário de Sá Peliteiro disse...

Pode sempre nunca mais ir a essa Farmácia e procurar outra, ainda que mais longe, que lhe ofereça melhores serviços.
Pode ainda dizer o quão mal foi atendida a todos os seus amigos, familiares e colegas.
Podia ainda dizer aqui qual a Farmácia.
Enfim, estimular a concorrência.

Andie disse...

ia dizer o mesmo que foi escrito acima.

Espero que a concorrência ofereça melhores serviços.

:) Mas sem dúvida, nunca mais voltar a essa farmácia é o tratamento correcto a dar-lhe.